Pela paixão comum entre amigos das mais diferentes atividades profissionais pela arte de beber vinhos, onde se
reúnem empresários, jornalistas, médicos, advogados, professores e artistas, dentre tantas outras, surgiu a idéia
de criação de uma confraria com o foco voltado para a bebida, mas com o pretexto velado de confraternização entre amigos e troca de conhecimentos mútuos, onde nesses encontros, poderão surgir alicerces de novas amizades e quiçá, grandes negócios.
O Propósito da confraria é o de ajudar o confrade apreciador de vinhos, no seu desenvolvimento e aprendizado sobre os procedimentos básicos de como saber escolher um vinho pelo rótulo, safra, procedência e principalmente, como saber combiná-lo com as refeições. Mas sem rebuscamentos, esnobismos e sofisticações, pois sabemos que cada pessoa desenvolve seu próprio gosto e preferência para tantos vinhos oferecidos no mercado. Graças a Deus! O importante e fundamental é a troca de informações que decorrerão de nossos futuros encontros, enriquecendo sempre nosso entendimento do assunto. Mas o importante mesmo é tomar vinho em boa companhia, principalmente quando acompanhado de uma boa refeição.
O nome da confraria é uma homenagem aos deuses da bebida em tempos passados. A Dionísio, o grego. E a Bacco, o romano. Daí, como se tratam de deuses (pagãos), ficou Dio Bacco, onde o "Dio" tanto se refere a "Dionísio", quanto ao equivalente à palavra "deus", o fazemos no sentido laico, sem desejar inferir ofensas aos mais fiéis defensores de nosso ser supremo, o "Deus-Pai Todo-Poderoso". Portanto, pronunciar Dio Bacco não deverá ser encarado como blasfêmia ou ofensa religiosa, e sim, grata homenagem a deuses mitológicos, ícones ocidentais designados criadores dessa abençoada bebida.
Uma característica fundamental de nossa confraria é a de descaracteriza-la como uma confraria de confrades, no sentido masculino da palavra. Confrade será tanto o homem quanto a mulher associada. A Confraria Dio Bacco jamais deverá vir a se tornar um "clube do Bolinha". Por isso, as melheres são bem-vindas em número proporcional ao dos homens.
Outra característica fundamental é a de não se criar artigos de exclusão, ou de obrigatoriedade aos confrades. O estatuto deverá ser simples, de poucos artigos, quase todos de "inclusão". Por exemplo, a obrigatoriedade de comparecer a todas as reuniões, ou a de estabelecer penalidades por um determinado número de faltas, sob pena de ser excluso. Sabemos que todos são profissionais ocupadíssimos com suas obrigações da profissão. A certeza do esforço do comparecimento de qualquer confrade será simplesmente levada pelo prazer de estar compartilhando entre amigos, a descontração de boa conversa, boas risadas, naturalemnte acompanhadas de bons vinhos e bons pratos. Ou seja, tudo de bons e boas. Repararam na última frase do texto?
Quem se apaixona pelo vinho, também se torna amante da boa mesa. Logo, o assunto gastronomia deverá fazer parte das conversas nos encontros dos confrades. Principalmente quando o assunto estiver ligado às tradições gastronômicas culturais de cada um, conduzido pelo cordão da ancestralidade de seus antepassados. Nosso povo é formado por diversas origens de raças de diversos continentes, onde tais tradições aqui se fundiram através dos tempos e mesclaram em nossa memória gustativa, sabores de todos os paladares culturais. Assim, tratamos massas, bacalhau, quibes, cozidos e filés, como se fizessem parte de nossa própria bagagem culinária. Evidente que nossas tradições culinárias, também incorporam pratos das tradições
tupiniquins, como as famosas moquecas, que juntas com as influências trazidas da África, enriqueceram nosso vasto leque da culinária nacional.
E não podemos nos esquecer de comentar sobre o nosso famoso churrasco, que por ser gaúcho, também é reivindicada a paternidade pelos também gaúchos, uruguaios e argentinos. Dizem até que nossa tradicional Feijoada foi adaptada de prato semelhante do Portugal de outrora. Falácias! Controvérsias! O importante é que no brasil os pratos ganharam novas versões e se tornaram nacionalizados e "genuinamente" brasileiros. Afinal, esse país foi Colônia por quanto séculos e continuou a receber influências externas ao longo do século passado, já independente. Essa discussão, portanto já deixou de fazer sentido. Devido ao tema gastronômico ser de crucial importância, a confraria abrirá espaço aos confrades que tenham habilidades culinárias, para "sugerir" receitas de pratos de sua criação nos encontros seguintes, porém, executadas pelas cozinhas dos restaurantes sedes dos encontros. Claro qua as receitas sugeridas deverão se submeter a testes antecipados para aprovação por uma comissão de confrades designados pela Diretoria. Por isso, nossos encontros deverão sempre ter a opção de dois pratos principais: Um de criação do chef do restaurante escolhido e outro de criação dd um "chef" confrade. Ambos deverão estar harmonizados com os vinhos servidos no jantar.
Esses encontros naturalmente terão custos que serão repassados aos participantes em valores " per capita", num
preço negociado, mais baixo do que se pagaria individualmente pelo mesmo serviço oferecido, onde se incluem, degustação de 3 a 4 vinhos por encontro, palestra de um enólogo, enófilo ou sommelier convidado, entradas, prato principal (duas opções),sobremesa e cafezinho. Iniciamos com a taxa de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) por pessoa, que variarão com o tempo de acordo com os preços praticados em cada época. Mas esse valor servirá de medida para os padrões da economia atual.
E por fim, o confrade também poderá participar opcional e voluntariamente, da aquisição mensal de no mínimo, duas garrafas de vinhos a preço de distribuidor, sendo uma nacional e outra importada, com possíveis comentários das qualidades de cada uma por um enólogo ou profissional do ramo. Mas nada impede que o confrade adquira mais do que as duas garrafas sugeridas, pois nosa confraria terá parceria com distribuidores renomados para sempre fornecer o melhor dos vinhos do Brasil e do Mundo a preço de atacado.
Sinceros votos de Boa Saúde e Bom Apetite a todos os novos confrades. |